23/07/2008 20:42
Conversas com Cooper
Foto: Paulo Salerno
Arte: Daniela Lima
Ele então me perguntou, retoricamente:
- Você, sem sexo, deve ser insuportável, né?
- Não queira saber...
enviada por Cooper
23/07/2008 00:45
E se for para crescer, que seja "daquele" jeito...
Falei com ele por telefone agora há pouco. Só para provocar, perguntei se sentia saudades (eu sabia que sim, afinal ele afirmou isso há três dias).
- Só para sacanear, - ele respondeu. - Vou deixar a resposta no ar.
Eu sabia então que era "sim". E, do mesmo modo que vou me tocar durante toda a madrugada insone, sei que ele vai fazer o mesmo.
Por mais que o garoto queira negar o que passa na própria mente (e corpo), sei que ele pensa na correntinha de strass que corta ali no meio das minhas nádegas - e que ele ainda não viu ao vivo!
É tudo jogo, tudo bobagem, tiradas de adolescentes que já cresceram, mas que insistem em não crescer. Apesar disso, tenho certeza absoluta de que tudo que viveremos na cama transpassará todas as hesitações.
É como ele mesmo disse: "Você não sente falta de mim, e sim, sente falta do meu pau!". E talvez seja isso mesmo. Mas é aquela velha história: eu não posso cortar. Está acoplado e sou obrigada a levar o pacote inteiro. Assim como ele também me leva, todinha, mesmo quando mente para si e insiste em dizer que não me quer.
No fim, acabamos os dois na cama. Dois safados. Mas os orgasmos compensam. E como compensam!
enviada por Cooper
20/07/2008 19:34
Namoradinha de um amigo meu
Três declarações de amor no mesmo dia. A novidade é que as três vieram de pessoas do mesmo círculo social. E se uma das partes descobrir o interesse dos outros em mim, certamente essas amizades de anos serão arruinadas.
A dúvida agora é: para qual dos três vou contar a novidade primeiro?
(Eu nunca disse que eu valia alguma coisa...)
enviada por Cooper
19/07/2008 01:03
Canibalística
Foto: Fernanda Lizardo
Acho que não saí da fase oral.
Não sei se já comentei isso, mas sempre gostei mais de fazer sexo oral do que de receber. E ultimamente tenho me dedicado àquele momento em que encho a boca com a excitação alheia enquanto fixo o olhar diretamente nos olhos do indivíduo que se rende a tal deleite.
Tem sido muito mais do que simples diversão.
É quase uma fixação nesse momento em que detenho o poder, devorando o corpo do outro num furor muito particular. E faço questão de deixá-lo de pé (o homem, não o pênis) e de ficar de joelhos, criando a visão ampla de todo o espetáculo. E deixo que ele segure meus cabelos pela parte de trás, quase na nuca, embaraçando os dedos nos fios num falso controle dos movimentos. Aí exploro, glande, testículos, tudo dentro da boca, fora, mais ritmo, língua, lábios, entrando, saindo - até chegar lá.
Fazer sexo oral me excita. E sempre me pego totalmente úmida no meio das pernas quando termino, quase como se tivesse ficado na posição contrária, recebendo em vez de dar.
Adoro o domínio da reação do outro, de fazer a surpresa de me abaixar sem avisos, de largar o órgão sob meu controle, entre dentes que podem ser muito sacanas. Não, nunca arranquei nacos da carne esponjosa, mas gosto de saber que posso fazê-lo; anti-clímax extremo, o não-gozo inesperado, sêmen vermelho, choque.
Fase oral, anal, genital, fálica.
Estou lá no começo ainda. E não pretendo sair.
enviada por Cooper
16/07/2008 23:34
It's showtime!
Não preciso de muito para reconhecer um igual. Ele estava ali, bem à frente, íntimo, e eu sabia, pois reconheço quem é do mesmo território que eu.
Olhei-o meia dúzia de vezes, mas deixei o resto para depois, afinal havia muitos homens para me dar o resto das atenções. Estava sentindo falta disso.
Nem precisei chegar ao auge de minha diversão favorita (é só amanhã) e já me senti o máximo.
Percebi que é hora de deixar o que pode me fazer mal. Para quê me dedicar a garotos se posso ter homens de verdade? Quero diversão intensa, quero sexo puro sem compromisso, quero adrenalina, quero ecstasy, quero gente do meu meio. Homens do mesmo lugar que eu.
Já garanti. Agora é diversão na certa.
Hora de relaxar.
enviada por Cooper
14/07/2008 20:18
Má fama
Em três dias farei uma das coisas que mais adoro nessa vida. Serão dias movimentados e terei muito o que contar.
É muito bom estar de volta.
enviada por Cooper
11/07/2008 01:18
Homenagem
18 minutos e 22 segundos de masturbação. Ou ele gosta muito do próprio pênis ou gosta muito de mim.
enviada por Cooper
10/07/2008 04:26
Turismo [sexual]
Não nos vemos há quase 10 anos. E é curioso, pois quando o conheci, nutri uma atração por ele que era quase platônica. Digo "quase" porque não chegava a ser segredo. E nem unilateral. Na verdade, nunca entendi bem o porquê de nunca termos deixado algo acontecer. Talvez eu tivesse restrições demais naquela época. Talvez ele ainda prezasse por alguns compromissos pessoais.
Só sei que o tempo passou e nunca mais o vi. Ambos mudamos de cidade e ficou por isso mesmo. Agora nos reencontramos. Ele me viu antes. Me reconheceu imediatamente; "pelos olhos", justificou.
É certo que vamos tornar esse reencontro mais palpável. Ele pretende vir me visitar em breve. Sabemos que ele não quer conhecer a cidade, não quer passear. Ou melhor, quer sim: mas a meta exata é passear nesse caminho estranho e ao mesmo tempo familiar que é o meu corpo. Reconheço que há uma ânsia de provar minha boca para saber como seria caso tivéssemos tentado em outros tempos.
A diferença é que agora ele pode ter muito mais do que espera. Se num primeiro roçar de línguas eu sentir que há um desejo maior, deixarei fluir com certeza. Não sou mais reservada, não sou mais pura. Na verdade, estou mais puta do que nunca. Convicta de que o que vale mesmo é a diversão passageira, o momento em que as vantagens são sempre minhas.
Ele virá. E tem toda a chance do mundo de me provar. Assim, quando retornar à cidade natal e perguntarem como foram as férias, ele responderá:
- Foram ótimas! Maravilhosas, mesmo!
E tão logo perguntarem se ele conheceu os melhores pontos da cidade, não haverá dúvidas:
- Sim! Todos os melhores pontos.
E ele não precisa dizer que foram os erógenos.
enviada por Cooper
08/07/2008 00:03
Clube dos 13
Uma de minhas amigas chegou com uma idéia de fazer um livro com várias listas de 13 perfis ou itens que valiam a pena ser citados. Podia ser em qualquer área: esporte, culinária, literatura, música... E não precisava ser famoso. Pois é, ela é meio supersticiosa e não queria saber nem de cinco, nem de dez mais. Quis logo partir para o 13. E resolveu me colocar no meio da bagunça:
- Por que você não faz uma listagem também?
- Mas em qual assunto? - Perguntei.
- Ah, sei lá... Qualquer um!
- Tá bom. Treze itens que gosto de comer.
- Ih... Esse tá na mão da Flávia Quaresma.
- Hum... - Pensei um pouco. - Treze jogadores de futebol?
- Zico.
- Treze cronistas?
- Zuenir Ventura...
- Treze músicos?
- Nelson Motta.
Me emputeci de vez e parti para a violência - ou para a ironia:
- Que tal os últimos 13 caras com quem transei?
- (Silêncio) Mas você só sabe falar disso?
- Qual é o problema? Convidou a Bruna Surfistinha e eu já perdi o item também?
- Mas por que em vez de falar dos 13 últimos, não fala dos 13 melhores?
- Porque não acho que tenha achado 13 caras realmente bons de cama!
- Então os 13 primeiros... É mais marcante!
- Filha... Minha memória não é tão boa assim.
- ...
Bem... Acabei parando para pensar no assunto. E fiz uma listinha numa linguagem muito particular sobre os 13 últimos que passaram por meus lençóis. Ficou assim:
1. Contido, tradicional, mas bom. Dizem que é o melhor papai-e-mamãe da face da Terra. Sou obrigada a concordar.
2. Existem cinco tamanhos oficiais de pênis: enorme, grande, médio, pequeno e aquela categoria na qual esse se enquadrava: ridículo. Tá, mas ao menos sabia usar? Não. Repeti a transa com ele só para confirmar se estávamos num dia complicado ou se ele é que era ruim mesmo. Ele era ruim mesmo.
3. Previsível. Mas tudo bem, eu já o conhecia tanto que podia saber de antemão o que viria na cama. Beijava bem.
4. Enorme. Ombros enormes, mãos enormes e pênis enorme. E uma violência contida enorme também. Adorava um sexo bem animalesco e a velha cena do estupro simulado.
5. Uma palavra: péssimo.
6. Outro dos grandes. Pena que a imaturidade era grande também. Ainda bem que na hora do sexo não tem conversa.
7. Promíscuo. Tenho medo de chegar perto dele de novo e de pegar qualquer DST por osmose. Pulei fora o quanto antes.
8. Baixinho. Não gosto de homens baixinhos. E meio feinho. Esse é daqueles que a gente come escondido porque não tem coragem de apresentar a ninguém. Ah, sim: ele ficou meio complexado por ter sido colocado na posição de homem-objeto. Nem era isso tudo, mas na época eu tava a fim de sexo sem dor de cabeça.
9. Outro que beijava bem. Acho que isso é privilégio dos garotos, que trepam pouco e beijam muito, então acabam virando experts no assunto.
10. Largou a namoradinha em casa para sair comigo. Bem... Não era bem "namoradinha", mas uma trintona bem complexada. Esse era grande no tamanho, mas o pau não acompanhava. Sexo básico e bem esquecível (mas não para ele, que gozou quatro vezes).
11. Melhor na cama do que no papo. Mas como dito anteriormente: quando se trepa não se conversa. Ficou cansativo depois de um tempo, pois ir para a cama com ele era sempre um imenso déjà vu.
12. Um cigarro de maconha, meio comprimido de ecstasy, um pênis bem grandinho e camisinhas de menos. Nem aproveitei muito porque ele me pegou num fim de semana agitado.
13. Tamanho ridículo - parte II. Só que esse realçava mais porque tinha mais de 1,80m de altura. Mas pelo menos sabia usar melhor do que o número 2 da lista (o que não é muito difícil, mas tudo bem). De resto, pêlos nas costas e álcool nas ventas em excesso, e transa rápida e esquecível. Muito esquecível.
enviada por Cooper
07/07/2008 16:43
Ops...!
Eles eram grandes amigos.
Até que conheceram Cooper.
Hoje são grandes inimigos.
enviada por Cooper
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